Dúvida . . . Medo . . .

"Nossas dúvidas são traidoras
e nos fazem perder o bem que
às vezes poderíamos ganhar
pelo medo de tentar"


(Shakespeare)



2009 vem ai e o bicho vai pegar!!!!



vídeo muito bom.

Sobre a vida...

Costumo refletir sozinho sobre isso, deitado na cama, enquanto tento dormir, mas hoje resolvi fazer diferente, resolvi refletir com os dedos, digitando tudo que vem na minha mente. E o que vem na minha mente sempre é o futuro. Penso em milhões de coisas pra fazer a fim de alcançar alguma coisa, sei lá, dinheiro, amor... essas coisas que todo mundo deseja. Mas nada acontece como planejado, NADA. Isso não quer disser q não seja bom, apenas diferente. Planejo uma coisa, uma vida, e acontece outra. Por que isso? Essa é mais uma daquelas perguntas sem resposta, tipo "Como surgiu o universo?" e etc... Mas o que me incomoda é parecer que estou vivendo uma vida que não é a minha, estou vivendo algo de outra pessoa. Poucos são os momentos que encontro comigo mesmo. Conversa de maluco? Acredito que sim, acho que é efeito de duas noites mal dormidas vivendo essa vida que não sou eu, essa vida do acaso. Isso mesmo, vida do acaso, deixei num momento em minha vida o acaso me levar, como diria Titãs "o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído"... acho que tenho andado distraído demais que o acaso pegou minha vida para ele, transformou-a de uma coisa normal num tesouro em apenas 6 meses...

Mas tudo na vida tem um preço, e quanto maior a altura, maior a queda. E apesar de sempre existir o otimismo que a queda nunca chegará, ela chega, assim como numa montanha russa que o garoto medroso teme durante toda a subida e acha que nunca acabará, mas acaba, e sente toda a agonia da descida, sendo sua única alegria a sensação de que acabou aquilo. E é disso que tenho medo!!!! De no final apenas sobrar a satisfação que acabou tudo, que não vai mais ter a agonia da descida...

Bem, como diriam os sábios Ted e Marshal, de "How I Met Your Mother", deixarei esse problema pro Turtleboy do futuro, deixando o acaso no comando ainda...



por enquanto...

Izabel

Uouuuuuu... Que surpresa boa! Pelo visto meu colega blogueiro - turtheboy - voltou para ativa.
Coincidência ou não, eu já não postava aqui com o mesmo entusiasmo quando esse pequeno site entrou no ar.
Mas, os tempos mudaram de novo e agora preciso de postar algo aqui. E eu já até sei o que vai ser, estão curiosos???

*barulho do vento*

-Deixaram-me no vaco? Acho que sim... não faz mal.

Vamos ao que interessa! (weeeeeeeeeeeeeeeee!!! ^_^)


Izabel


Foi na literatura brasileira que estudiosos repassam suas idéias sobre a sociedade. Alguns momentos por romantismo e outros, bem mais comum nos dias de hoje, o realismo. Este último, é o que na minha opinião acontece nos dias de hoje, certo? Afinal, a busca desenfreada por meros detalhes das vidas dos outros estão virando vícios descontrolados por todos nós da civilização.
E nós, estamos procurando o que o outro está fazendo seja através de outros conhecidos em comum, através da internet ou qualquer outro meio.
Não é a toa que quando esbarramos por um conhecido na rua, este mesmo sabe mais da nossa vida que poderíamos imaginar. Até parece que o mesmo trabalha para CIA ou FBI ou Polícia Federal
^^''

Nesse contexto cheio de cameras espalhadas pelos olhos das pessoas 24 horas por dia quem se dá mal é aquele que não se preocupa tanto assim. Virando assim motivo de boas gargalhadas pelas costas dos outros, não é mesmo ou estou exagerando?
Então, para que tenhamos uma vida mais sadia precisamos antes de tudo saber onde estamos pisando. E não só isso, também precisamos ter idéias coerentes e coesivas a respeito da vida para que não seja derrotado por qualquer um.

Assim, surge uma figura ilustre nesse mundinho. Seu nome é Izabel. Portadora de um físico invejável, de uma inteligência sagaz e, essa sim, possui a verdadeira malandragem da vida. Sempre rápida, atenta e pragmática transformaram numa pessoa diferente no meio do povão. Sem dúvida, encontrar alguém assim é possível, no entanto é bastante raro se você for procurando adoidado por todos os cantos. Para economizar esforços, então precisa ir nos lugares certos, onde pessoas de tal classe freqüentam. Mesmo assim, não garanto que nesses locais vai ser tão simples.

A Izabel, se transformou no final dessa história como uma luz. Uma luz forte, mas ao mesmo tempo ela se encontra longe. Entretanto, a direção correta é seguir a luz. E percebido isso, vou buscá-la até os últimos dias da minha vida. Talvez, eu nunca chegue lá e nem sequer perto (quem sabe?), mas só de saber que aquele sentido é o correto me dá ânimo para acordar todos os dias para trabalhar em função disso.

Ao contrário, de algumas pessoas pensam é necessário sim, ter um ponto de referência ou mais de que um, pois achar que a beleza da vida é se entregar de corpo e alma sem que aja nada para restringir é ao mesmo tempo pagar para ver o que vai ser do futuro dessas pessoas.



1-Espero que tenha sido claro nesse texto, caso contrário entenda que fui claro pelo menos para mim.
2-Izabel não é uma pessoa real. É fruto da minha imaginação.



VOLTEM SEMPRE!

Como viver a melhor fase da vida

Escolha uma faculdade; escolha uma república; escolha qualquer bar; escolha conviver com cervejas baratas e comida instantânea; escolha cheirar as roupas pra saber se pode usar-lás; escolha virar a noite fazendo um trabalho que deveria ter sido feito há meses atrás; escolha não estar em casa para ouvir reclamações; escolha infinitas festas em casas de desconhecidos; escolha cair de sono em aulas e seminários; escolha freqüentar aulas bêbado; escolha ligar pedindo dinheiro para os pais; escolha fazer todas as coisas que seus pais disseram para não fazer; escolha amigos fodas; escolha as noites mais baratas que você já teve; escolha começar o fim de semana uns dias antes; escolha dormir em qualquer lugar ou até mesmo não dormir; escolha aumentar seu nível de tolerância ao álcool; escolha a melhor fase da sua vida; escolha ser UNIVERSITÁRIO! o//

O pistoleiro - Stephen King

Jake Chambers — às vezes Bama — está descendo as escadas com sua mochila. Leva um livro chamado Ciência da Terra, outro, Geografia, um bloco de notas, um lápis, um lanche que a senhora Greta Shaw, cozinheira da mãe, preparou para ele na cozinha de fórmica cromada onde um exaustor zumbe eternamente, sugando odores estranhos. Na lancheira leva manteiga de amendoim, um pão com geléia, um cachorro-quente com alface e cebola, e quatro biscoitos Oreo. Os pais não têm raiva dele, mas parece que já o ignoram. Abdicaram dele e o entregaram à senhora Greta Shaw, às babás, a um professor particular no verão e ao Colégio Piper (que é Bom e Particular e, principalmente, Branco) no resto do tempo. Nenhuma dessas entidades jamais fingiu ser mais do que é — profissional, a melhor de cada área. Ninguém o envolveu num abraço particularmente afetuoso, como costuma acontecer nos romances históricos que a mãe lê e em que Jake dá uma olhada, procurando os “trechos picantes”. Romances histéricos, como o pai às vezes os chama, ou “rasga-espartilhos”. Tinha de falar alguma coisa, diz a mãe com infinito desprezo atrás de alguma porta fechada onde Jake escuta. O pai trabalha para A Rede e Jake poderia reconhecê-lo numa fila de homens magros com cabelos cortados a máquina um. Provavelmente.
Jake não sabe que odeia todos os profissionais, com exceção da senhora Shaw. As pessoas sempre o desnortearam. Sua mãe, que é muito magra, mas de um modo sensual, vai frequentemente para a cama com amigos doentios. O pai às vezes também fala de pessoas da Rede que estão tomando “Coca-Cola demais”. Esta declaração é sempre acompanhada por um sorriso amarelo e uma rápida e pequena cheirada da unha do polegar.
Agora ele está na rua, Jake Chambers está na rua, “pulou a cerca”. Tem boa aparência e boas maneiras, é sério e sensível. Joga boliche uma vez por semana no Mid-Town Lanes. Não tem amigos, só conhecidos. Nunca se preocupou em pensar no assunto, mas a coisa o magoa. Não sabe nem compreende que uma longa associação com profissionais fez com que assumisse muitos de seus traços. A senhora Greta Shaw (a melhor de todos, o que, puxa!, é ao menos um prêmio de consolação) faz sanduíches muito profissionais. Corta-os em quatro partes e retira a casca do pão, de modo que, quando ele come no recreio das quatro horas, tem a sensação de estar num coquetel com um drinque na outra mão, em vez de um almanaque de esportes ou um faroeste de Clay Blaisdell tirado da biblioteca da escola. O pai ganha muito dinheiro porque é um mestre do “jogo mortal”— isto é, colocar um show mais forte em sua Rede contra um show mais fraco numa Rede rival. O pai fuma quatro maços de cigarros, por dia. O pai não tosse, mas tem um sorriso duro, e não é refratário à dose ocasional da velha Coca-Cola.
Seguindo a rua. Sua mãe deixa o dinheiro do táxi, mas ele caminha sempre que não está chovendo, sacudindo a mochila (e às vezes a sacola de boliche, embora quase sempre a deixe em seu armário). É um rapazinho que parece bem americano com o cabelo louro e os olhos azuis. As garotas já começaram a reparar (com a aprovação das mães) e ele não vira a cara com aquela arrogância volúvel de garoto novo. Fala com elas com involuntário profissionalismo e elas partem confusas. Gosta de geografia e do boliche à tarde. O pai tem ações de uma empresa que fabrica o mecanismo que levanta automaticamente as garrafinhas, mas a Mid-Town Lanes não usa a marca do pai. Ele acha que nunca se importou com isso, mas se importou.
Descendo a rua, passa pela Bloomies, onde há manequins com casacos de pele, outros com conjuntos Edwardian de seis botões e alguns sem nada, nuzinhos em pêlo. Esses manequins — esses modelos — são perfeitamente profissionais e ele detesta todo profissionalismo. É jovem demais para já ter aprendido a detestar a si mesmo, mas a semente está lá; com o tempo, vai crescer e produzir seu fruto amargo.
Chega à esquina e pára, segurando a mochila com uma das mãos. O tráfego passa roncando: barulhentos ônibus azuis e bran-cos, táxis amarelos, Volkswagem, um caminhão grande. E apenas um garoto, mas não um garoto qualquer, e vê o homem que o mata pelo canto do olho. É o homem de preto, e não dá para ver o rosto, só a pelerine que rodopia, as mãos estendidas e o sorriso duro, profissional. Cai na rua com os braços esticados, mas sem largar a mochila que contém o lanche extremamente profissional da senhora Greta Shaw. Dá uma breve olhada, através de um pára-brisa polarizado, no rosto horrorizado de um homem de negócios que usa um chapéu azul-escuro com uma peninha vistosa presa na aba. Em algum lugar, um rádio explode com rock-and-roll. Uma senhora idosa no meio-fio oposto dá um grito — ela está usando um chapéu preto com uma rede. Nada há de vistoso naquela rede negra; lembra um véu de acompanhante de enterro. Jake só sente surpresa e experimenta sua habitual sensação de intensa perplexidade — é assim que a coisa termina? Antes de conseguir fazer mais que 270 pontos no boliche? Bate com força no asfalto, vendo um buraco tapado a uns cinco centímetros dos olhos. A mochila é puxada de sua mão. Está se perguntando se esfolou os joelhos quando o carro do homem de negócios, que usa o chapéu azul com a pena vistosa, passa por cima dele. É um grande Cadillac 1976 azul, com pneus Firestone de banda branca. O carro é quase exatamente da mesma cor que o chapéu do homem de negócios. Quebra as costas de Jake, prepara um molho de suas tripas e faz o sangue lhe sair da boca como um jato de alta pressão. Jake vira a cabeça e vê as flamejantes lanternas traseiras do Cadillac e a fumaça brotando embaixo das rodas recém-freadas. O carro também atropelara sua mochila, deixando sobre ela uma larga marca negra de pneus. Vira a cabeça para o outro lado e vê um grande Ford cinzento com os freios cantando a centímetros do seu corpo. Um sujeito negro, que tem um carrinho que vende rosquinhas e refrigerantes, vem correndo em sua direção. O sangue escorre do nariz, orelhas, olhos e ânus de Jake. Seus genitais foram esmagados. Ele se pergunta, irritado, se os joelhos tinham ficado muito esfolados. Acha que pode chegar atrasado à escola. Agora o motorista do Cadillac vem correndo em sua direção, balbuciando alguma coisa. Vinda de algum lugar, uma voz calma, terrível, a voz do juízo final diz:
— Sou padre. Me deixem passar. Um Ato de Contrição...
Vê a batina preta e experimenta um súbito horror. É ele, o homem de preto. Jake vira a cara com a última de suas forças. Em algum lugar, um rádio está tocando uma música do Kiss, o grupo de rock. Vê sua própria mão se arrastando na calçada, pequena, branca, bem proporcionada. Ele nunca roeu as unhas.
Olhando para sua mão, Jake morre.

um pouco de poesia

"se os meus suspiros pudessem
aos teus ouvidos chegar,
verias que uma paixão
tem poder de assassinar.
não são de zelos
os meus queixumes,
nem de ciúme
abrasador;
são das saudades
que me atormentam
na dura ausência
de meu amor."

universitários

Vida de universitário não é mole. Quando achamos que já passou a pior fase está apenas começando uma fase mais devastadora ainda. Independente do curso escolhido pode acreditar, não há nada fácil. O que temos nessa sociedade é que alguns poucos cursam são mais reconhecidos como importantes para sociedade. Sem dúvida é um pensamento pequeno. Afinal, nem mesmo a medicina ou advocacia vivem a parte do mundo. Tudo é importante! Desde os cursos tradicionais que por sua vez estão mais saturados que qualquer outra coisa, assim como, a ciência, música, comunicação e por aí vai...
Então, meu camarada, se acha injustiçado pela sua escolha incomum que essa mensagem sirva para você refletir na sua nova jornada. O mais importante é que possa aprender o máximo em sua área porque é assim que vamos para frente.
Siga em frente e boa sorte!